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sábado, 30 de janeiro de 2016
Resenha #49: A Última Cartar de Amor (Jojo Moyes)
Cartas podem ser muito mais do que um registro de época, mas um registro de amor
Autora: Jojo Moyes
Editora: Intrínseca
Páginas: 384
Ano: 2012
Sinopse: Ellie vive um relacionamento problemático, sempre ouvindo sermões e reclamações dos amigos sobre as escolhas do coração.
A jornalista acredita conhecer tudo sobre o sentimento, mas começa a se questionar sobre isso quando encontra cartas de amor datadas dos anos 60.
Jennifer enfrenta a rotina de viver um casamento em declínio, e depois de perder a memória em um acidente de carro, tudo o que ela tem do passado são cartas de seu amante, o qual Jenny não faz ideia de quem seja.
Duas mulheres de épocas diferentes, mas ligadas por um mesmo propósito: o amor.
Depois de entrar em contato com o livro Como Eu Era Antes de Você (amo!) de Jojo Moyes, interessei-me por outra leitura da autora, e com uma capa linda e uma sinopse digna de filme Hollywoodiano, A Última Carta de Amor foi o segundo livro de Moyes que decidi ler. Ainda estou tentando entender como um mesma autora pode escrever dois livros tão antagônicos.
De cara somos apresentados a uma jornalista de 30 anos: Ellie. A garota vive um relacionamento muito conturbado com um homem casado, contudo, sua vida se torna ainda mais confusa quando ela encontra cartas de amor de dois amantes.
Com dois pontos de vista na história, o de Ellie e o de Jennifer (junto com outros personagens da época dela), a história trás o amor além dos anos, abordando temas sobre traição, costumes de uma sociedade e o papel da mulher nela.
A Última Carta de Amor é muito mais do que um romance, mas sim uma forma de mostrar como o amor é sempre o mesmo sentimento, mesmo que tudo ao redor se transforme.
Jennifer é apresentada aos leitores como uma mulher de alta sociedade, que após um acidente de carro, tenta recuperar as memórias enquanto vive um casamento em declínio. Quando tudo parece de volta aos eixos, Jenny descobre segredos através de cartas de amor: ela tinha um amante.
A partir dessa problemática, vivemos com a mulher sua tentativa de reencontrar o amor e recordar do dia de seu acidente. O enredo que se passa durante a vida de Jennifer é um tanto confuso, com capítulos em que os acontecimento se passam depois do acidente, intercalados com os de antes do acidente, contudo, é bem complicado entender em qual dos momentos o capítulo se encontra, pois a autora não dá nenhuma marcação de tempo, e muitas vezes lia sem entender o que se passava.
É necessária uma leitura bem meticulosa da história, ou é capaz dos leitores se perderem assim como eu.
Somos apresentados à sociedade nobre dos anos 60, em que festas e charutos eram tudo o que as pessoas precisavam, e isso pode ser muito massante em alguns momento, pois a autora se demora demais narrando festas e eventos chatos.
O que realmente salva a parte de Jennifer da história é sua louca história de amor, que nos faz suspirar e é digno de palmas, pois além de ser envolvente e com muito mistério, tira o fôlego dos leitores e os prende à leitura.
As personagens do passado e do presente são bem parecidas, principalmente Jennifer e Ellie, duas mulheres que vivem problemas amorosos, e nenhuma delas é se encaixa no "padrão" de suas épocas, pois as duas têm problemas, fazem escolhas certas e erradas, mas acima de tudo procuram o amor.
De volta ao presente, Ellie corre contra o tempo para reunir o casal Jennifer e Anthony, depois de quarenta anos separados, e nessa corrida de reencontro, a jornalista abre os olhos para a própria relação.
A forma como os dois períodos de tempo conversam entre si é bem trabalhado, e mesmo sendo duas histórias diferentes, ainda assim se assemelham em muitos pontos, ensinando-nos a nunca cometer os mesmos erros quando o assunto é amor.
Com todos esses pontos positivos e que poderiam transformar o livro em algo maravilhoso, o final decepcionou, sendo completamente previsível e clichê; na metade do livro todos podemos concluir o que acontecerá no fim. É certo afirmar que o livro é 100% romance, entretanto possui muitos clichês e nada inovador, o que pode causar frustração (assim como causou a mim).
Li muitas críticas positivas sobre esse livro da autora, além de terem milhares de pequenas opiniões sobre a história nas primeiras páginas, mas posso dizer que A Última Carta de Amor foi um pequena decepção, e eu esperava muito mais da autora que me fez chorar com Como Eu Era Antes de Você.
Para finalizar a resenha, esse livro ganha 3 estrelinhas!
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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016
Resenha #48: Sonhos (Mari Scotti)
O passado pode mostrar as diversas faces do presente
Ficha Técnica:
Autora: Mari Scotti
Editora: Publicação Independente
Páginas: 300
Ano: 2015
Sinopse: Na tentativa de salvar seu guardião, Suzanna escolheu seguir o caminho do Inferno, e agora, as consequências dessa decisão cairão sobre os ombros da Neflin durante seu julgamento.
Pronta para aprender sobre seus poderes e habilidades, Suzie tenta balançar seus sentimentos pelo anjo Arthur juntamente com seu medo de torná-lo um caído.
Apesar de todos os desafios do presente, Suzana descobrirá que o seu passado é mais real do que ela imaginava.
Posso dizer que após a leitura de Insônia, estava louca para ler a continuação, e simplesmente devorei Insônia quando o recebi da autora Mari Scotti. Depois de adentrar no mundo mágico da série Neflins, nunca imaginei que a história se tornaria tão intensa.
O segundo livro inicia no mesmo ponto em que o primeiro terminou: após tentar salvar Arthur, Suzanna acaba escolhendo o caminho do Inferno, e agora sua escolha está em julgamento.
Sonhos já começa cheio de emoção e bem intenso,pois o destino de Suzie prende o leitor já de cara, envolvendo-o e o fazendo querer continuar a ler sem parar. As disputas entre Céu e Inferno são eletrizantes, e já são uma pequena dica de como o livro será ao longo das trezentas páginas.
Mari Scotti criou um mundo muito bem estruturado de anjos, demônios, neflins e muita magia sobrenatural, entretanto, nesse segundo livro, a autora consegue melhorar tudo isso criando o mistério sobre os motivos escondidos por trás das criaturas que querem Suzanna.
A aventura é o ponto alto da história, com muitas batalhas e confrontos, que se tornam bem mais emocionante com o envolvimento de Suzie, que agora consegue controlar poderes e lutar ao lado de Arthur, seu guardião.
O romance é uma característica muito marcante nos livros de Mari Scotti, e esse não foi diferente, pois voltamos a ver o embate dos sentimentos de Suzie pelos irmãos Arthur e Pietro, dois anjos muito antagônicos e que farão os leitores se apaixonarem perdidamente! (Eu ainda não me decidi entre os dois)
Na continuação de Insônia, as forças do Inferno parecem ter um grande interesse na garota Neflin, entretanto, um enorme mistério se esconde por trás disso, e os leitores poderão conhecer muito do passado da família de Suzzie, além de se surpreender com descobertas e muitas revelações.
O livro é nada menos do que marcante e merece ser parabenizado por isso, pois como já mencionado na resenha de Insônia, a série Neflins está entre uma das melhores que abordam o tema de anjos e demônios.
Uma coisa que eu esperei muito ter mudado nesse segundo livro foi a personalidade da personagem Suzanna, que se apresentou um tanto infantil e fraca durante Insônia. Com a descoberta de seus poderes, podemos ver que a neflin evoluiu muito, mas ainda é muito vulnerável, sempre precisando ser salva pelos irmãos. Espero que no último livro da série possamos conhecer uma nova Suzie, a garota forte e poderosa que é.
Contudo, Sonhos não deixa a desejar em mais nenhum ponto, tendo uma narrativa dinâmica e fácil de compreender, além da surpresa de apresentar um capítulo de Pietro, nos permitindo ter um outra perspectiva da história.
O final é chocando e nos faz querer perdidamente a continuação, infelizmente ela ainda não foi lançada, mas acredito que promete ser o desfecho perfeito para uma saga incrível.
O livro Sonhos receberá 4 estrelinhas.
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quarta-feira, 27 de janeiro de 2016
Resenha #47: Mentirosos (E. Lockhart)
O silêncio é uma camada protetora sobre a dor
Ficha Técnica:
Autora: E. Lockhart
Editora: Seguinte
Páginas: 272
Ano: 2014
Sinopse: Os Sinclair são uma família rica, feliz e sem defeitos, os quais passam as férias de verão na ilha particular. Tudo é perfeito, até a briga pela herança se tornar caótica, e começa a abalar a amizade dos Mentirosos.
Três primos e um forasteiro, esses adolescentes vivem aventuras de verão desde crianças, entretanto, aos quinze anos, um acontecimento muda toda a relação da família, e Cadence, a neta mais velha, tenta enfrentar seus traumas e descobrir a verdade sobre o "Verão dos Quinze".
Decidi ler esse livro depois de algumas críticas bem positivas que me motivaram. Mistério e drama não eram temas que eu gostava tanto de ler, entretanto, um livro como Mentirosos consegue mudar o gosto de qualquer leitor.
De início somos apresentados à família Sinclair, cuja vida foi sempre rodeada de riqueza e luxo, entretanto, ao longo da narrativa, descobrimos que a perfeição está longe de fazer parte do vocabulário dos Sinclair, e é Cadence (a neta mais velha), que leva os leitores para as férias de verão na ilha particular da família.
Tudo no começo de Mentirosos dá indícios de ser um história normal, em que a garota de uma família rica se apaixona por um garoto qualquer, entretanto, o enredo do livro vai muito além disso, e expõe aos leitores a forma como o dinheiro pode acabar com qualquer relação familiar, a inveja, a ganancia.
Cadence, Mirren, Johnny e Gat. Três primos e um garoto que não está nos padrões dos Sinclair, vivem aventuras na ilha, ao mesmo tempo em que desvendam aos leitores, a verdadeira face da família. O verdadeiro mistério começa quando Cadence sofre um acidente e perde as memórias sobre o verão dos quinze anos.
Na luta contra sua própria cabeça, a menina começa a procurar respostar para perguntas que ninguém parece capaz de responder. Ao lado de Cady, juntamos o quebra cabeça sobre os fatos do verão dos quinze anos, e começamos a descobrir a verdade por trás das brigas, dos olhares dos familiares, e principalmente, a manipulação do avô sobre a vida das filhas.
O enredo é trabalhado com perfeição, e traça uma linha de raciocínio que deixa o leitor incapaz de descobrir a verdade, forçando-nos a continuar a leitura. A narração é envolvente e cheio de mistérios, além de sempre incorporar críticas sociais usando como modelo os Sinclair.
As personagens são o contrário de tudo o que muitos livros mostram. Cadence, e os outros três Mentirosos são adolescentes comuns e nada idealizados, com defeitos e qualidades. Esse fato é o que deixa o livro muito próximo da realidade e muitas vezes nos identificamos.
Além de todo o mistério que envolve o livro, também encontramos romances e cenas fofas com o casal Cadence e Gat, mas até mesmo a história de amor deles é cheia de problemas e críticas encobertas.
O final é chocante e pode deixar muitos emocionados, além de nos fazer questionar sobre o bem e o mal, além dos motivos que nos levam a fazer escolhas.
Mentirosos é um livro curto e muito fácil de se ler, dinâmico e envolvente, entretanto, resenhá-lo é uma tarefa difícil, pois muitos detalhes podem estragar o final, portanto, tudo o que digo é que é uma história que vale a pena e marcará muitos leitores.
Um coisa que também vale lembrar é a capa prateada e com imagens embaçadas, que é chamativa aos olhos e também é bem misteriosa.
Para finalizar a resenha, Mentirosos receberá 5 estrelinhas.
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terça-feira, 26 de janeiro de 2016
Resenha #46: A Colina Escarlate (Nancy Holder)
Descobrir o que tememos é descobrir quem somos
-Guillermo Del Toro
Ficha Técnica:
Autora: Nancy Holder
Editora: Record
Páginas: 308
Ano: 2015
Sinopse: Edith tenta entender os acontecimentos de sua vida após o encontro com o fantasma da mãe, quando pequena.
O aviso da aparição leva a menina a começar um livro, entretanto, suas palavras não parecem mais o bastante para descrever o jovem baronete que surge em sua cidade.
Thomas parece o homem perfeito para Edith, saído de um romance inglês, mas os acontecimentos que cercam o casamento dos dois amantes podem revelar que as aparições da escritora são muito mais do que uma mente criativa.
Acho que é valido ressaltar, já no começo, que eu sou uma pessoa muito medrosa para filmes, livros ou qualquer coisa que tenha o gênero "Terror", e por quase pouco deixei de lado a leitura de A Colina Escarlate, mas enfrentei o medo e acabei descobrindo um mistério fabuloso.
A narrativa começa nos apresentando a sociedade americana dos séculos passados, com todos os vestidos pomposos, festas elegantes e muito dinheiro. No início da história, tudo parece um livro de Jane Austen, sem muita emoção e nada que cative o leitor, e já nessa parte, quis desistir da leitura, pois não gosto muito de enredos de época. Uma dica: Não pare a leitura aí.
A verdadeira história começa quando Thomas e Edith se mudam para a Inglaterra, após o casamento, e a garota conhece a Colina Escarlate, começando a viver todos os mistérios que aquele lugar esconde. Depois de anos, Edith volta a rever fantasmas, entretanto esse é um ponto no livro que vale muito a pena citar: muitas histórias de terror abordam os espíritos como sendo algo ruim, que sempre farão mal para a personagem principal, contudo, em A Colina Escarlate, os fantasmas são uma forma de ajudar Edith, quando na verdade, o verdadeiro mal está nos seres humanos, os quais mostram ganância e frieza durante o enredo.
O mistério que envolve Allerdale Hall é minucioso e muito detalhado, portanto é necessária uma leitura bem centrada, pois pequenos detalhes serão de grande importância no desfecho, pois tudo se monta como uma peça de quebra cabeça, como um verdeiro livro de mistério.
Para os que, assim como eu, tem muito medo do gênero terro, garanto que o livro tem muito pouco do que é taxado, sendo muito mais carregado de suspense e drama, mesmo trazendo os fantasmas para a história.
As personagens são muito bem trabalhadas, e ao entrar na cabeça de Lucille e Thomas vemos duas pessoas muito perturbadas e que revolucionam toda a narrativa da história, já Edith, como uma boa protagonista é um tanto lerda, e chega a dar raiva muitas vezes. Mais tudo isso é para envolver o leitor ainda mais no mistério.
Um enredo tão bem elaborado faz o leitor criar hipóteses e a leitura flui com facilidade, assim é A Colina Escarlate.
A narração ajuda muito na desenvoltura do mistério, pois viajamos entre a cabeça de Edith, Thomas, Lucille e todas as outras personagens que sempre têm algo novo para adicionar no quebra-cabeça que é a história. Um fato importante, é a curiosa personagem que se intitula como "coisa", pois para mim, é uma parte essencial de todo o livro, pois ela influencia em todas as cenas, personagens e sentimentos.
Para quem busca um clássico de terror, o livro tem cenas fortes e cheias de sangue com as lutas entre personagens, mas para quem procura um romance de tirar o fôlego, não vai encontrar, pois a paixão é explorada de uma forma mais sombria e nada idealizada.
Todo o mistério do livro o tornaram um dos meus favoritos, entretanto, o começo da história, sem muita ação e meio repetitivo não fez A Colina Escarlate ter cinco estrelas.
Para o final dessa resenha, A Colina Escarlate recebe 4 estrelinhas!
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quinta-feira, 21 de janeiro de 2016
Resenha #45: Insônia (Mari Scotti)
A verdade pode estar por trás dos sonhos
Ficha Técnica:
Autora: Mari Scotti
Editora: Publicação Independente
Páginas: 344
Ano: 2015
Sinopse: Desde a morte de seus pais, Suzanna possui problemas com o sono, sempre tendo pesadelos estranhos, com os mesmos olhos cinzas que a intrigam.
Entretanto, com a chegada de um vizinho um tanto misterioso, Suzana descobre que o dono dos olhos que a perseguem pode ser mais real do que a menina acreditava.
O surgimento de dois homens misteriosos em sua vida, faz com que Suzie descubra a verdade sobre seu passado, e principalmente sobre ela.
Em meio a uma disputa sobrenatural pela garoto, Suzanna terá que ponderar sua confiança. Qual é o lado certo? O bem ou o mal?
Insônia foi recebido por meio da parceria com a autora Mari Scotti. Até então, tinha lido apenas seus livros da série Neblina e Escuridão, entretanto, ao começar a leitura de Insônia, entrei em um mundo completamente novo e apaixonante.
O livro nos apresenta a personagem Suzanna, a qual mora com os avós paternos após a morte dos pais, em um acidente de carro, em que a menina foi o única sobrevivente. Desde então, Suzanna sofre com problemas de insônia e pesadelos, tentando entender o verdadeiro motivo por trás da morte dos pais. O mistério da história já começa ai, e as milhares de memórias revividas no livro em forma de flashbacks faz o leitor criar milhares de hipóteses sobre Insônia. Confesso que no início pensei que seria um livro de vampiros, mas Mari Scotti me surpreendeu como sempre.
O surgimento do curioso Pietro faz com que Suzanna comece a descobrir a verdade sobre seu passado e presente, além criar um maravilhoso romance de tirar o fôlego. Muitos podem imaginar na história de romance dos dois, algo um tanto clichê e rápido, entretanto, a reviravolta no enredo com o surgimento de Arthur, o garoto que consegue abalar os sentimentos de Suzie leva Insônia para um outro patamar.
O enredo sobrenatural foi muito bem estruturado, criando lugares e mitos sem nenhuma falha ou ponta solta. Tudo é realmente bem trabalhado e nos faz querer entrar dentro do mundo de Suzie, e viver as aventuras junto com a personagem principal.
O livro mostra que existe muita coisa além da ideia de "Bem e Mal", afinal, a constante incerteza da personagem sobre Pietro e Arthur mostra isso com clareza!
Falando das personagens, não podemos deixar de citar os dois exitantes homens que mexem com a vida de Suzanna. Como um bom triângulo amoroso, cenas românticas e quentes vão deixar os leitores em dúvida entre os dois garotos (confesso que nem eu consegui escolher entre os dois), e a narrativa feita pelo ponto de vista apenas deixa os sentimentos e sensações da personagem mais palpáveis aos leitores.
Confesso que dos muitos livros que li sobre anjos, Insônia é um dos que mais me cativou, com toda a magia e mistério, lembrando-me muito da série Fallen, com uma pitada de emoção e romance a mais.
Para quem busca um livro que possui, romance, magia e aventura, Isônia é o livro completo, pois Mari consegue descrever cenas de batalha com perfeição, e criar poderes inigualáveis para as personagens. Em muitos momentos do livro quis gritar, debater e poder entrar dentro da história, o que mostra o poder que Insônia teve de prender um leitor.
Acredito que poucos pontos ainda precisam ser concertados. Espero que no próximo livro possamos ver uma Suzanna mais madura e forte, mostrando todo o poder que ela realmente tem, diferente da menina frágil do primeiro livro.
A série Neflins tem tudo para ser sensacional, e já tem a continuação, chamada Sonhos.
Para finalizar a resenha, Insônia receberá a nota de 4 estrelinhas!
- Para os leitores que se interessarem pelos livros da série Neflins, os e-books estão disponíveis na loja virtual da Amazon.
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terça-feira, 19 de janeiro de 2016
Resenha #44: Não Olhe! (F.M.L. Pepper)
O comum é descartável. O extraordinário, imortal
- página 140
Ficha Técnica:
Autora: F.M.L Pepper
Editora: Valentina
Páginas: 350
Ano: 2015
Sinopse: Nina Scott não conseguiu fugir dos braços de sua Morte, e agora encontra-se finalmente na dimensão de Zyrk, onde inúmeros poderes parecem ter planos para a híbrida.
Sem conseguir distinguir a verdade da mentira, Nina embarca em uma aventura pela dimensão mágica em busca de algo que seja concreto, mas para o seu azar, a única figura constante em sua vida é o intrigante Richard.
Em meio à uma guerra em busca de poder, Nina encontra respostas para as perguntas sobre sua família, o seu coração e principalmente, da pessoa que tenta esconder seu amor.
Ainda muito chocada com o primeiro livro da trilogia Não Pare!, comecei a leitura de Não Olhe! com milhares de hipóteses em mente sobre o curioso mundo criado pela autora F.M.L Pepper, e se a primeira história já foi arrebatadora, ainda não existem palavras para definir a segunda.
A autora não economiza emoção já no começo do livro, jogando-nos de volta no pronto em que Não Pare! terminou. Lutando para recompor as energias, Nina chega finalmente na dimensão de Zyrk, sendo levada por Richard até seu clã. A aventura nesse livro é completamente sensacional, aparecendo muito mais vezes do que na história anterior. Lutas, confrontos e batalhas bombardeiam as páginas do início ao fim.
![]() |
| Trilogia de livros Não Pare! |
A narrativa continua em primeira pessoa, mas em nada interfere no entendimento da história, pois Pepper consegue juntar conflitos e clímax perfeitamente.
Os mistérios na história também estão presentes com frequência, e as descobertas sobre o passado dos pais de Nina, a verdade sobre seu envolvimento com Richard e as novas informações sobre a lenda da híbrida aprofundam ainda mais o enredo, e deixam muitas dúvidas criadas no primeiro livro, clareadas.
Lugares, personagens e histórias são todas muito originais no enredo do livro, não podendo se comparar com nada que já li, e isso é algo muito bom, pois muitos livros parecem repetições de outros, cheios de clichês, entretanto, nada em Não Olhe! é um clichê.
As personagens evoluem muito nesse segundo livro, e Nina se mostra uma garota forte e decidida, diferente da menina confusa que conhecemos no primeiro livro. Na história, Nina realmente vira o centro de sua vida, sem deixar que nada em sua volta a influencie.
Já Richard, mostra-se que mesmo tendo uma fachada de "durão", ainda possui sentimentos, e esse sentimentos criam cenas maravilhosas e apaixonantes. O amor de Richard e Nina apenas evolui, tornando-se algo intenso e quente, o que vai gerar muitos suspiros e sorrisos dos leitores.
A narração de batalhas de luta é algo a ser comentado, por ter descrições maravilhosas e fiéis. O balanço entre romance e aventura é na medida certa, e os leitores acabarão esse livro sem nenhuma decepção (assim como aconteceu comigo).
O final é eletrizante, e cria novos mistérios que serão explorados na sequência intitulada Não Fuja!, que ainda não saiu na versão física. Tudo em Não Olhe! cria no leitor uma sensação de "quero mais", resultado de um livro perfeito e cheio de emoção.
Não Olhe! receberá a nota de 5 estrelinhas!
Interessou-se pela leitura dos livros da autora F.M.L. Pepper? Então leia a resenha do primeiro livro (Não Pare!) clicando AQUI!
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domingo, 17 de janeiro de 2016
Resenha #43: After - Depois do Desencontro (Anna Todd)
Agora sei que todos os meus pecados finalmente estão voltando para me fazer pagar - foi por isso que Tessa entrou na minha vida. Um castigo impiedoso disfarçado de linda recompensa.
- Hardin
Ficha Técnica:
Autora: Anna Todd
Editora: Paralela
Páginas: 416
Ano: 2015
Sinopse: Depois de viver o momento mais frágil de sua vida, Tessa tenta recomeçar seu relacionamento com Hardin, mesmo depois de descobrir a verdade sobre o garoto tatuado.
Uma nova chance de crescer em seu emprego e a aparição do pai que não via há 9 anos, deixa Tessa abalada, e Hardin é o único que consegue afastá-la de seus problema.
Ou era, até estranhas sabotagens aparecerem em sua viajem para Seattle, e tudo aponta para o seu namorado inconsequente.
Para ter Tessa de volta, conseguirá Hardin finalmente mudar sua atitude e começar do zero?
Esse ano eu fiz uma meta para mim mesmo: terminar todas as séries de livros que não acabei, e pensei que nada melhor do que prosseguir com a leitura de After, uma das séries que sou apaixonada.
Depois de ler o primeiro e o segundo livro, nunca imaginei que autora conseguiria levar a série para outro nível (ainda mais!).
O enredo começo no exato ponto onde o segundo livro terminou, com Tessa e Hardin se encontrando com o pai da menina, o qual ela não via a 9 anos. Um ponto que já é valido ser ressaltado é como a autora consegue sempre criar pontos altos no final de cada livro para que tenhamos vontade de comprar o próximo.
Para quem pensava (assim com eu) que a problemática do livro giraria apenas em volta do reaparecimento do pai de Tessa se enganou, pois Anna Todd mostrou sua maravilhosa capacidade de fazer milhares de conflitos em um único livro, sem deixar nenhuma ponta solta.
O grande ponta da história é a mudança de Tessa para Seatle, o qual deslancha brigas, confusões, revelações e a volta personagens que se imaginava não aparecer mais, como a mãe de Tessa e os amigos.
A escrita de Anna já perdeu completamente a cara de fanfic, e o leitor encontrará em Depois do Desencontro muito mais do que uma história romântica com algumas cenas quente. Pelo contrário, esse livro é o que mais possui drama e acontecimentos chocantes. A autora cria cenas envolvendo drogas, estupro, problemas familiares e até homossexualismo.
As personagens tiveram um grande melhoramento, e é visível em Tessa uma personagem mais madura e decidida, que começa a se desprender da possessividade de Hardin, explorando muito mais da vida do que nos livros anteriores.
Já Hardin começa a mudar sua maneira possessiva e egoísta de ver o mundo, entretanto, se tratando do garoto, é sempre um mistério saber o que realmente pode acontecer. Em certos pontos da narrativa, tive vontade de entrar no livro e dar na cara de Hardin, tamanha sua ignorância, felizmente, ele parece realmente pronto para amadurecer.
O que ajuda muito a perceber as mudanças entre Tessa e Hardin são os capítulo que intercalam os pontos de vista dos dois, deixando a história mais completa, além de deixar o leitor em contato dos sentimentos de ambos.
Mas uma característica de Anna ainda é encontrada em Depois do Desencontra: cenas apaixonantes! O romance de Hardin e Tessa não é deixado de lado em nenhum momento, e ainda conseguimos suspirar em todas as cenas maravilhosas criadas pela autora, mesmo que agora, o sexo não seja mais o ponto principal da autora, que voltou-se mais para a história em si.
Depois do Desencontro é um balanço perfeito de livro, com um enredo maravilhosamente construído sem deixar de ter momentos quente como no primeiro livro da série, além de ser revelador, pois vemos a verdadeira face de muitos personagens.
Esse livro vai desfazer todo o que você imaginava gostar e acreditar, e criará uma nova perspectiva para quem achava que sabia o que é romance!
After - Depois do Desencontro receberá 5 estrelinhas!
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sábado, 16 de janeiro de 2016
Resenha #42: Sedução (Tawny Weber)
Nada pode apagar a chama da paixão...nada mesmo?
Ficha Técnica:
Autora: Tawny Weber
Editora: Harlequin
Páginas: 212
Ano: 2014
Sinopse: A vida de um fuzileiro naval é baseada em seguir regras e ordens, entretanto, Blake se vê indo contra tudo o que acredita quando conhece a intrigante Alexia, uma ruiva que parece não conhecer a palavra "tabu".
Encontrando um no outro o prazer que nunca tinha vivido, a relação de Alexia e Blake termina muito menos antes de começar, com a descoberta dos segredos escondidos pelo fuzileiro.
Mesmo depois de meses separados, Alexia não consegue parar de pensar no único homem que fez seu sangue ferver, entretanto, o orgulho de ambos parece falar mais alto do que nunca, até o dia em que a vida da ruiva é posta em perigo, e a atração dos dois amantes volta ao jogo.
Descobri esse livro mexendo na infinita lista de e-books grátis da Amazon, e acabei baixando Sedução junto com milhares de outros livros. Posso dizer, que esse livro foi para uma uma enorme decepção e uma enorme surpresa ao mesmo tempo.
Não posso dizer que o enredo não chama a atenção de primeira, com a história sensual de uma fuzileiro naval. Até parece os sonhos de uma garota. Comecei o livro na expectativa de encontrar algo parecido com o livro Real, da autora Katy Evans, e posso dizer que nesse ponto, ele superou minhas expectativas.
No quesito de livro erótico, a autora não deixou a desejar, detalhando muito bem todas as cenas, e não deixando espaço para a imaginação. De todos os livros do gênero que já li, posso dizer que esse foi uma dos mais "intensos", e não é para menos, já que o casal é feito por um cientista que estuda o sexo e um fuzileiro naval maravilhoso.
O livro não tem muitas personagens, entretanto, todos eles foram muito bem feitos, com personalidades fortes. Entretanto, a personagem principal Alexia pode ser um pouco teimosa demais, deixando os leitores um tanto irritados com sua personalidade inflexível (posso dizer que eu fiquei muito irritada), mas tudo isso é compensado por um intenso Blake, um fuzileiro naval que tem de equilibrar o turbilhão de sentimentos que o afogam depois da morte de seu amigo Phil, juntamente com seus novos sentimentos com Alexia.
Depois de tudo isso, Sedução teria a chance de se tornar um livro muito bom (posso dizer bom até como Belo Desastre), entretanto, a autora falhou em um pequeno ponto: a construção do enredo. A história baseada nas diferenças entre as duas personagens é um tanto clichê, entretanto, o uso de um mundo militar é algo que nem todos os liros abordam, e infelizmente, a autora não soube ir fundo nesse enredo que prometeria.
A descoberta sobre a verdadeira vida de Blake é um baita clímax para o história, mas é rapidamente jogada de lado quando a autora pula meses da história, se ao menos continuar com a trama, pulando para uma nova problemática. Foi decepcionante.
Com a volta do reencontro de Blake com Alexia, a história fica emocionante e cheia de ação, pois a autora criou um cenário de sequestro e resgate perfeitos, mas novamente estragou o que poderia ser uma parte de aventura na história correndo com o enredo.
Em meu ver, a autora correu no enredo para chegar a parte que parece ser a importante: a parte erótico. Sim, o livro é sobre esse assunto, entretanto, a autora pareceu ir muito mais fundo nos momentos íntimos entre os dois, detalhando maravilhosamente bem (como já disse) e acabou esquecendo de todo o resto.
Por ser uma história que aborda o assunto de fuzileiros, esperei ao mínimo um batalha entre Blake e os sequestradores, mas nada disso aconteceu, e mais uma vez me decepcionei.
O final, como todo o enredo que não envolvia os momentos íntimos dos dois, passou correndo e sem muito aprofundamento, tornando-se algo previsível e sem sal. Para um casal maravilhoso como Blake e Alexia e uma história que tinha muito potencial, acredito que mereciam um final melhor.
Sedução, a final de contas, é um livro para passar o tempo, e principalmente para leitores que gostam do tema de new adults, sendo um leitura muito rápida e fácil, mas não um livro impressionante.
Para o livro Sedução, darei a nota de 3 estrelinhas.
Para quem possui um aparelho Kindle ou o aplicativo de leitura no celular ou computador, aproveitem para baixar Sedução de graça, basta clicar AQUI
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quinta-feira, 14 de janeiro de 2016
Resenha #41: Garoto Encontra Garoto (David Levithan)
O amor pode acabar com qualquer barreiraFicha Técnica:
Autor: David Levithan
Editora: Galera
Páginas: 240
Ano: 2014
Sinopse: Paul leva uma vida corriqueira, seu grupo de amigos não poderia ser o mais variado, e sua escola, a mais diferente de todas. Os problemas parecem nunca abalar o menino, até o dia em que Paul conhece Noah.
Pela primeira vez em tempo, Noah parece o cara ideal para Paul, mas o seu relacionamento pode ser interferido pelo novo namoro de sua amiga, a volta de um ex e os problemas cada vez mais constante nada cada de seu melhor amigo.
As chances de reatar seu romance com Noah está em jogo, e as probabilidades não estão a favor de Paul.
Mais um dos livros de David Levithan que aborda o assunto de homossexualismo, dessa vez, usando momentos leves e engraçados, mostrando uma outra face do estilo do autor. Sendo o terceiro livro que veio junto com o box, senti-me dentro de um filme de comédia romântica lendo Garoto Encontra Garoto.
A história começa sem muito a oferecer ao leitores, tendo um começo clichê como qualquer romance de colegial, com um garoto encontrando um garoto. Em todo o livro, o autor explora muito a parte cômica das personagens, engatando falas engraçadas, sem deixar de lado a forma profunda de abordar um tema.
Paul possui uma vida bem simples, entrando, tudo parece começar a ruir no momento em que seu relacionamento com Noah dá errado. Partindo desse ponto, a história tem muito potencial, mas acabou sendo pouco explorada pelo autor em muitos sentidos. Todo os "problemas" de Paul foram resolvidos com muita facilidade, deixando o leitor com um certo vazio.
O relacionamento com Noah foi a parte mais sem sal da narrativa, com um começo confuso e um final mais do que imaginado. A história de Joni, a melhor amiga de Paul, também foi um tanto decepcionante, pois por ser um relacionamento pra lá de turbulento, David Levithan poderia ter explorado muito mais, e acabou transformando uma personagem maravilhosa e uma mera secundária. Não consigo citar muito bem minha opinião sobre Noah, pois ele pouco apareceu, mesmo sendo um dos principais.
Entretanto, muitas histórias valem ressalto, como a de Infinite Darlene, um jogador de rugbi e rainha do baile que é uma drag queen.
Darlene é uma personagem sensacional, e eu leria com prazer um livro inteiro só dessa personagem, pois além de ser muito engraçada, David Levithan explora nela a aceitação das pessoas como são, mudanças e o significado de perfeição.
Outra personagem que vale a pena cada página é o garoto chamado Tony, que possui problemas com a família por causa de sua sexualidade, mas encontra nos amigos a força para superar tudo, o que é algo que toca os autores, e ele com toda certeza tornou-se um dos meus personagens favoritos dessa história.
Tirando todo o problema com o enredo um tanto mal trabalhado, David Levithan vai mais fundo nesse livro com o questionamento sobre a perfeição dos dias atuais, e faz com que pensemos muito. Muito característico dos livros desse autor!
Senti uma pequena proximidade com a narrativa do autor John Green quando o assunto são as partes engraçadas, entretanto, ainda assim deixou um pouco a desejar. Acredito que nos próximos livros do autor, essa característica estará melhor trabalhada.
Para passar as horas e rir muito (além de acabar com muitas coisas na cabeça), Garoto Encontra Garoto é um livro maravilhoso, com um enredo irreverente e dinâmico.
Garoto Encontra Garoto terminará essa resenha com 4 estrelinhas!
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terça-feira, 12 de janeiro de 2016
Resenha #40: Dois Garotos se Beijando (David Levithan)
Toda vez que dois garotos se beijam, o mundo se abre um pouco mais. Seu mundo. O mundo que deixamos. O mundo que deixamos para vocês. Este é o poder de um beijo: ele não tem o poder de matar você. Mas tem o poder de trazer você à vida.
- Pág.73
Ficha Técnica:
Autor: David Levithan
Editora: Galera
Páginas: 224
Ano: 2015
Sinopse: Harry e Craig têm um desafio pela frente: quebrar o recorde mundo de beijo mais duradouro, um acontecimento que eles querem deixar marcado na história. Entretanto, em outras cidades, garotos homossexuais vivem momentos de dificuldade. Cooper sente-se sozinha em sua vida, e completa esse vazio em chats com homens desconhecidos, ao mesmo tempo em que Paul e Neil lutam para manter seu relacionamento baseado em um segredo.
Todos esses garotos vivem momentos conflituosos em suas vidas, entretanto, eles superarão os desafios com a ajuda do passado.
Esse livro é o segundo que compõe o box de David Levithan que comprei, e acabou se tornando uma coisa que eu não imaginava! Foi o primeiro contato que tive com a escrita do autor (sozinho) de seus textos que abordam assuntos de sexualidade, e acabei me surpreendendo.
Dois Garotos se Beijando narra a história de garotos homossexuais que sofrem impasses em suas vidas. As histórias dos meninos vão desde um simples problema com relacionamento até assuntos mais sérios como: preconceito, insegurança e medo. Mas acima de tudo, Dois Garotos se Beijando é um livro que ensina e mostra o mundo de um ângulo que ninguém imaginou.
A narração é revolucionária, pois os narradores são homossexuais que por vários motivos, já estão mortos. São homens que viveram no auge do surto de AIDS e que completam a história dos garotos da atualidade com muitas revelações e reflexões que mexem com o leitor.
A característica de escrita de David Levithan está mais forte nesse livro do que nos outros que li do autor, nos levando a abrir a mente para algo novo e nos levando a refletir tanto com as personagens da atualidade como os do passado.
Todas as histórias dos garotos são marcantes, tanto a de Harry e Craig, que após o fim do relacionamento, aceitam o desafio do beijo à favor do amigo Tariq, o qual sofreu violência de um grupo de garotos. A história de Craig é algo muito trabalhado em livros que abordam o tema de homossexualismo, pois no momento em que sua família descobre sua opção sexual, tudo muda para o garoto, e ele passa por novos sentimentos e escolhas.
Peter e Neil possuem uma história bem simples, apenas um casal gay que passa todos os dias por dificuldades naturais; em minha opinião, a história dos dois foi a menos impressionante e a que menos marcou a narrativa como um todo, mas apesar de tudo foi muito gostosa de se acompanhar.
A que mais me marcou foi a história de Cooper, um garoto que tem problemas com sua vida, e passa dia e noite conversando com homens das mais variadas idades pela internet. A personagem se mostra cada vez mais complexa a medida que sua história é aprofundada pelos narradores. O vazio de sua vida parece nunca ser completo, e piora quando os pais descobrem seu segredo virtual. Sozinho e confuso, Cooper é levado a tomar escolhas que chocam os leitores.
O livro é bem curtinho, é a narrativa sem capítulos, parece acelerar a leitura do livro, pois ela é dinâmica e nunca para. Divida em parágrafos, a história é bem leve, pois os narradores intercalam suas experiências com as histórias dos garotos.
Tenho Dois Garotos se Beijando como um livro que mudou minha forma de pensar sobre muitos assuntos, e é uma leitura que sempre me marcará.
Para finalizar essa resenha, Dois Garotos se Beijando receberá 5 estrelinhas!
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domingo, 3 de janeiro de 2016
Resenha #39: Will e Will (John Green e David Levithan)
O destino é capaz de unir mais que duas vidas
Ficha Técnica:
Autores: John Green e David Levithan
Editora: Galera
Páginas: 352
Ano: 2013
Sinopse: Encontrar uma pessoa com o nome idêntico ao seu parece algo impossível, entretanto, dois garotos chamados Will Grayson perceberão que suas histórias se ligarão muito mais do que uma simples nome. Dois adolescentes enfrentando desafios e descobertas, aprendem a viver as consequências de suas escolhas com a ajuda de um amigo nada comum.
É engraçado como dois autores tão bons conseguem se unir para criar um livro maravilhoso com Will e Will. Interessei-me pela leitura há muito tempo, mas apenas agora tive a oportunidade de embarcar nesse livro, e posso garantir que ele superou minhas expectativas, tanto positivamente quando negativamente.
A história é narrada pelos dois garotos chamados Will, intercalando os capítulo entre um e outro. Cada autor é responsável pela história de um Will, mas se o leitor já conhecer outros livros dos escritores, é fácil definir John Green e David Levithan.
Enquanto o Will do John Green tem aquele ar irrelevante, com um toque de ironia, o Will do David Levithan tem um ar mais filosófico e pensador. Levando em conta os dois personagens principais, posso dizer que fiquei um pouco decepcionada, pois imaginei que a história estaria voltada para os dois garotos, mas acabei me enganando.
Em minha opinião, os dois Will parecem personagem secundários, pois suas histórias giram em torno de um único garoto: Tiny Cooper, o amigo gay e muito engraçado do Will (John Green). Tiny move toda a narrativa, ligando a história dos dois garotos de forma intensa.
Algo positivo no enredo foi a forma como os dois autores pareciam em perfeita sintonia, pois mesmo quando os dois Will ainda não se conheciam, suas histórias pareciam se completar, por serem dois adolescentes vivendo um período de descobertas e escolhas.
A narrativa deixa o leitor na expectativa do encontro dos dois garotos, entretanto, esse momento pode ser um pouco decepcionante, pois os dois Will se conhecem muito brevemente e quase não interagem, pois como eu disse, os dois garotos giram em torno da personagem Tiny.
A história criada por John Green deixou a desejar, pois em todos os seus livro que já li, Will foi a personagem mais fraca, com um história sem nada de novo, muito do mesmo: a história de um garoto em dúvida sobre seus sentimentos com uma garota. Em meu ver, faltou o toque clássico de John Green.
Já o Will de David Levithan me agradou um pouco mais, pois é um garoto com dúvidas e problemas, sofrimentos e decepções. Seus pensamentos são cinza e nos fazem querer abraçá-lo. Sua paixão com um garoto da internet torna-se o ponto alto da narrativa, pois quando descobrimos quem realmente é o misterioso Isaac é como se quebrássemos junto com Will.
O enredo é bem animado, e John Green dá o toque de humor que nos faz querer continuar até o fim, mas como eu disse, acredito que a história seria mais empolgante se Tiny fosse realmente o protagonista, pois é engraçado e apaixonante, tornando a história dinâmica.
Para o livro Will e Will, darei a nora de 4 estrelinhas
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quinta-feira, 24 de dezembro de 2015
Resenha #38: Sangue Quente (Isaac Marion)
A morte não é final de uma história
Ficha Técnica:
Autor: Isaac Marion
Editora: Leya
Páginas: 252
Ano: 2011
Sinopse: Em um futuro em que quase toda a população do planeta tornou-se zumbi, a rotina de R, pode ser resumida em grunhidos e busca por comida, como qualquer Morto.
E ele seria um Morto qualquer se não fosse pelo consciência humana que ainda vive no jovem zumbi.
Em um dia de busca por alimento, R encontra Julie, uma das poucas pessoas vivas que ainda existe que ainda vive no mundo pós-apocalíptico. Na tentativa de salvar a vida da garota, R descobre que o que parecia acabado pode ser revertido, e uma cura para os Mortes parece finalmente existir.
Meu primeiro contato com o livro Sangue Quente foi por meio do filme Meu Namorado É Um Zumbi, adaptação da história original. Encantada pela história, comprei o livro na Black Friday e acabei sendo muito feliz na escolha.
O livro é narrado em primeira pessoa, pelo ponto de vista de R, um zumbi que vive em um aeroporto, e possui uma peculiaridade que mais nenhum de sua espécie tem: ele possui uma enorme consciência humana.
É um tema muito bom, pois nunca li nenhum livro que explorasse esse tipo de enredo: zumbis!
Muitos imaginarão que o tema será meio chata e tedioso, como é explorado em muitos filmes que abordam o assunto, entretanto, há um lado filosófico dentro da história dos zumbis, pois, ninguém entende como a "infecção" começou, e por muito momento, a personagem mostra que na verdade, a próprio ser humana se destruiu até se tornarem zumbis.
A leitura é bem dinâmica e rápida, e o livro possui um enredo bem maduro, até mesmo em questão do romance explorado.
Com cara de Romeo e Julieta pós-apocalíptico, o casal R e Julie são completamente profundos, pois além dos dois mostrarem como as diferenças nem sempre são negativas, um acaba mudando o outro ao longo da narrativa, além de mudar a história do mundo, e trazer de volta algo que estava extinto: esperança.
Uma das coisas que mais chamou minha atenção na leitura é como o ex-namorado de Julie, Perry, acaba mudando completamente o caminho da narrativa, mostrando ao R como as coisas eram no passado, e ajudando-o ao longo da batalha contra os Ossusdos (zumbis do "mal"), e o seu final, é completamente tocante. Posso dizer que Perry tornou-se meu personagem favorito.
Algo que também é legal de citar, é como a editora fez um bom trabalho na aparência do livro, colocando um ilustração em cada começo de capítulo, com partes do corpo humano!
Para quem busca um romance arrebatador, acredito que não encontrará nesse livro, pois mesmo que o casal principal seja um tanto idealizado, com toda a história de mudar o mundo, as partes românticas são bem poucas, mas a aventura aparece em todo o livro, com algumas batalhas! Retomo também que o livro mostrará muitas partes para se pensar, além de flashbacks bem bacanas de Perry.
Para quem já viu o filme, ou pretende ver, posso dizer que a adaptação para cinema foi bem fiel ao livro, mudando uma coisa ou outra e focando um pouco mais no romance, mas ainda mostrando muitas partes de aventura. Uma coisa boa é que vendo o filme antes, eu consegui visualizar muitas cenas durando a leitura, o que achei interessante, entretanto, a versão para cinema não deu tanta importância para Perry como ele tem no livro, tornou-o apenas um ex-namorado chato, o que para mim foi o ponto fraco do filme.
Apesar de tudo, o livro é realmente muito gostoso de se ler (e até para pensar), e caso esteja interessado em apenas ver o filme, acredito que será igualmente divertido!
O livro Sangue Quente receberá 4 estrelinhas!
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segunda-feira, 21 de dezembro de 2015
Resenha Especial de Natal #37: O Presente do Meu Grande Amor
Em uma época mágica, tudo pode acontecer
Ficha Técnica:
Autores: Stephanie Perkins, Gayle Forman, David Levithan, Rainbow Rowel e outros.
Editora: Instrínseca
Páginas: 352
Ano: 2014
Sinopse: O Natal é a época do ano em que a mágica é possível, e doze contos natalinos mostram que o amor pode acontecer das formas mais inesperadas, mas essas histórias são unidas por um mesmo motivo: o poder do Natal.
Realidade e fantasia se misturam nos contos, levando os leitores para um mundo em que tudo é possível no dia mais especial do ano.
Comecei a leitura do livro impulsionada pela época do ano, e fiquei muito empolgada para ler o conto de alguns autores como David Levithan e Stephanie Perkins, por já ter contato com outros livros escritos por eles, mas todos os doze contos acabaram me marcando de uma forma diferente.
O livro possui doze contos com temática natalina, em que histórias de amor acontecem de formas inusitadas, entretanto, uma coisa que pareceu não ser cumprida por alguns autores, foi seguir a temática natalina, pois certos contos se passaram no Ano-Novo, e alguns não acontecem no dia de Natal, apenas no mês de dezembro.
Entretanto, um ponto positivo dos contos é que eles apresentam histórias bem variadas, portanto, nenhuma fica igual a outra. Enquanto uma é sobre um casal gay, a outra é sobre uma garota cuja mãe está na cadeia, ou até mesmo de criaturas míticas natalinas.
Para quem busca uma leitura rápida é fácil, os contos são uma boa pedida, pois todos eles são bem curtos. Contudo, isso pode ser um ponto negativo também, pois muitas histórias como Anjos da Neve, o final chega e deixa os leitores querendo mais.
Como são contos e o conteúdo tem de ser reduzido, muitas histórias ficaram um tanto sem sentido, principalmente as que abordam temas místicos como A Garota que Despertou o Sonhador ou Krampuslauf, e simplesmente ficaram sem graça.
Mas histórias como Anjos na Neve e É um Milagre de Yule, Charlie Brown melhoram muito o livro, pois são romances clássicos, que qualquer pessoa vai gostar e suspirar. Além de tudo, muito contos como Papai Noel por um Dia e Bem-Vindo a Christmas, Califórnia mostram muitos problemas que adolescentes (e adultos!) passam, mas que os superam com o poder da magia do Natal.
Alguns autores que eu ainda não conhecia foram verdadeira descobertas, e chamam a atenção em seus contos, o que pode incentivar o leitor a buscar outros livros.
Em suma, é um livro tocante, infelizmente muitos contos simplesmente não seguiram muito a temática ou ficaram sem sentido por não ter a história bem fundamentada nas poucas páginas, entretanto é uma boa escolha para ler nessa época especial, e especialmente para quem busca muitas histórias de romance diferentes.
Para finalizar essa resenha especial de natal, O Presente do Meu Grande Amor receberá 3 estrelinhas!
Querem ver mais resenha especiais de natal? Indiquem nos comentários livros com temáticas natalinas!
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sábado, 12 de dezembro de 2015
Resenha #36: Por Um Toque de Ouro (Carolina Munhóz)
Acreditar é o maior poder
Ficha Técnica:
Autora: Carolina Munhóz
Editora: Fantástica (Rocco)
Páginas: 272
Ano:2015
Sinopse: Emily O'Connell é a queridinha da Irlanda, herdeira de uma das maiores marcas de sapatos e acessórios do Reino Unido.
Uma garota mente aberta e despojada, Emily aproveita a vida em festas e boates com seus amigos, esbanjando roupas e muito glamour.
Estampando sempre as capas de revistas de fofoca e tabloides, a ruiva acredita que sua sorte é apenas algo ocasional, entretanto, após coisas inexplicáveis começarem a rondar a vida de Emily, juntamente com o aparecimento de um estranho homem que parece ser o único a mexer com os sentimentos da famosa O'Connel, Emily descobrirá que sorte e algo muito mais mágico do que muitos imaginam.
Depois do primeiro contato com a autora Carolina Munhóz, a partir do livro O Reino das Vozes que Não se Calam, fiquei realmente empolgada com o livro Por Um Toque de Ouro, esperando mais uma vez, um enredo diferente, característica do autora.
Já de primeira, a personagem principal me pegou de surpresa, pois ela nada se parece com Sophie, e acho que foi exatamente por causa da personalidade fútil e irritante de Emily, que o livro se tornou uma decepção para mim até um pouco depois da metade.
A personagem Emily é uma garota rica, que parece apenas se importar em ir em festas, sair com caras e comprar roupas de marca. Até as ações realmente começarem na narrativo, temos que ler detalhes infinitos sobre festas, caras gostosos e roupas de marca. Muitos capítulo pareciam focar nos detalhes de um bolsa da Louis Vuitton ou no terno Armani de algum homem. Acredito que essa personalidade não vai agradar qualquer leitor, assim como não me agradou.
Além de tudo, a personagem tem atitudes de uma criança de cinco anos, acreditando que o mundo gira ao seu redor. Em muitas partes acreditei que Emily se jogaria no chão e começaria a fazer pirraça.
Para completar a narrativa nada chamativa no seu começo, a autora enrolou muito a história até chegar na revelação sobre a verdade por trás da "sorte" de Emily. E quando finalmente chegou o momento em que todos esperavam, a narrativa saiu voando! Acredito que, o enredo fora bem trabalhado, mas ficou corrido nas partes que realmente interessavam, o que perdeu a magia da história.
Acredito que outra coisa que prejudicou o livro foi a escrita em terceira pessoa, pois a forma de entrar na cabeça de todos os personagens me fez sentir como se assistisse um episódio de Keeping Up With the Kardashians, pois a autora perdeu muito tempo focando em personagens que só acreciam ainda mais a futilidade da história, sem nada para melhorar no enredo.
Entretanto, muitas coisas melhoraram desde o último livro que li da Carolina Munhóz, o que me fez olhar com melhores olhos para Por Um Toque de Ouro. A pesquisa feita pela autora acerca de lendas irlandesas deixa a história mais concreta, pois as explicações feitas sobre o mito dos Leprechaun, além da criação sobre o mundo por trás das lendas deixa o enredo perfeito, sem nenhuma ponta solta.
Outra coisa muito legal, foi a forma como a autora descreveu todos os lugares por onde Emily passava, como os pontos turísticos da Irlanda e até mesmo alguns lugares em Londres, e isso foi um super ponto positivo para a história, pois ao mesmo tempo em que viajávamos por dentro da magia, também fazíamos um tour por muitos lugares fantásticos.
O que contou muito também para a nota que o livro recebeu por mim, foi a forma completamente inesperada que o livro acaba. Nas últimas páginas, o enredo toma uma reviravolta, e com certeza é o ponto forte de Por Um Toque de Ouro. Para os românticos, acredito que será uma completa surpresa a forma como a autora trabalha a relação de Aaron e Emily.
E é o final surpreendente do livro que nos faz querer logo a continuação, e espero que Emily evolua como personagem, além do aprofundamento no enredo mítico nunca visto em outros livros.
Para finalizar a resenha, Por Um Toque de Ouro receberá 4 estrelinhas!
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sexta-feira, 11 de dezembro de 2015
Resenha #35: Cidades de Papel (John Green)
Vocês vai para as cidades de papel e nunca mais voltará
Ficha Técnica:
Autor: John Green
Editora: Intrínseca
Páginas: 368
Ano: 2013
Sinopse: Quentin é apaixonado por sua vizinha desde criança, entretanto, nunca mais se falaram desde o dia em que encontraram um corpo de um homem.
Depois de alguns anos, Margo tornou-se a rainha da escola, enquanto Q segue sua vida regrada e sem nenhuma diversão.
Até o dia em que Margo invade seu quarto no meio da noite, vestida de ninja, pedindo sua ajuda para vingar-se do namorado que a traíra e dos amigos.
Vivendo uma aventura que nunca imaginou, Q não tinha ideia de que aquela seria sua última noite com a garota que amava.
Depois do desaparecimento de Margo, toda a escola e até mesmo a vida de Quentin viram e ponta cabeça, e tudo o que lhe resta são as pistas que a garota deixou, tão confusas quanto a própria Margo.
Na tentativa de encontrá-la, Q embarca na sua própria aventura com os amigos, e descobre que, as vezes, simplesmente não pensar no futuro é o melhor plano.
Depois das minhas experiências com A Culpa é das Estrelas e Quem é Você, Alasca?, comprei Cidades de Papel sem muitas expectativas, imaginando ser outro livro em que John Green me decepcionaria. Felizmente, eu estava enganada.
A história narrada pelo ponto de vista de Quentin, parece-se muito com uma história qualquer de um garoto apaixonado pela menina mais popular da escola, que aparentemente não se importa com ele. Entretanto, vindo de John Green, é de se esperar que nenhuma história vai ser "comum".
Tudo muda rapidamente, e a história começa a envolver os leitores no momento em que Margo entra no quarto de Q, levando-o para um completa aventura na madrugada.
Percebemos em Quentin, uma personagem muito simples, que nunca faz loucuras ou se desafia, mas a partir da noite com Margo, vemos a mudança gradual do menina para alguém que para de pensar na consequências e começa a agir. Q é muito engraçado, sem deixar de lado seu amor por Margo, que move toda sua busca pela menina.
Mesmo sendo um livro sem muitas partes românticas, a paixão de infância do menino por Margo é simplesmente encantador.
Margo é, sem dúvidas, a personagem mais marcante. Mesmo aparecendo poucas vezes, percebemos a "presença" da menina em todo o enredo, influenciando as decisões e os momentos mais relevantes. Além de ser uma personagem que rouba seu coração facilmente, por seu jeito descontrolado, moleque e muito engraçado.
O enredo é bem gostoso, além de ter muitas partes engraçada, tem um toque de mistério e drama, característicos de John Green.
Uma coisa que também parece ser marca do autor, são as muitas reflexões dos personagens durante o livro, o que leva o leitor a pensar muito, e se apaixonar ainda mais pela história e pelos personagens.
O que vale mais apena no livro é a constante brincadeira de Sherlock Holmes de Q em busca de Margo, seguindo pistas, invadindo lugares abandonados, desvendando mistérios. A forma como o autor brinca entre o desaparecimento de Margo com o descobrimento da adolescência pelos amigos da garota, deixa o enredo dinâmico.
O final também leva muito a característica do autor é o final completamente diferente do que imaginamos, o que é muito bom, pois não torna a história nada previsível. A idealização de amor e a forma como vemos Margo pelos olhos de Q muda completamente quando o grupo de amigos a encontra, e o fim se torna vago, deixando para nós o trabalho de imaginar como será a vida de Q e Margo depois do livro.
É tocante e apaixonante, como um verdadeiro livro adolescente deve ser! E mesmo assim, Cidades de Papel consegue atingir pessoas de qualquer idade, com suas reflexões e momento emocionantes.
Cidades de Papel receberá 5 estrelinhas!
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quinta-feira, 10 de dezembro de 2015
Resenha #34: O Reino das Vozes que Não se Calam (Carolina Munhóz e Sophia Abrahão)
Quando dois mundos a reivindicam, uma escolha terá de ser feita.
Ficha Técnica:
Autoras: Carolina Munhóz e Sophia Abrahão
Editora: Fantástica (Rocco)
Páginas: 285
Ano: 2014
Sinopse: Sophie não se sente parte do mundo em que vive. Sem amigos na escola, a garota que sofre bullying sonha em um dia poder ser feliz.
Até o dia em que a garota de cabelos ruivos é humilhada na frente de todos, e acaba embarcando para uma nova dimensão, onde descobre que podem existir pessoas que se importam com ela.
Um lugar onde ela é especial.
Mas, para conseguir ficar no Reino de uma vez por todas, Sophie tem que decifrar três desafios que podem mudar completamente sua vida, e principalmente, as pessoas ao seu redor.
Infelizmente, a escolha entre ficar em seu mundo ou ir para o Reino trona-se cada vez mais difícil, e no final, a decisão pode acarretar consequências irreversíveis.
A curiosidade em ler os livros da Carolina Munhóz se tornaram crescentes, quando comecei a ter maior contato com a literatura nacional, e mesmo sendo o primeiro livro da autora, consegui me surpreender com a história.
O começo da narrativa é bem comum e simples, uma história abordada por muitos outros livros: uma garota desajustada, que sofre bullying na escola e sem muitos amigos. Entretanto, após algumas páginas, a personagem Sophie é jogada para dentro do mundo mágico do Reino, e é aí que o enredo toma forma.
Suas visitas ao mundo em que as pessoas usam cartola e em que aparentemente Sophie é a princesa, é muito semelhante com o País das Maravilhas, e em muitos minutos fiquei esperando o Chapeleiro aparecer. O lugar é cheio de magia, e se torna um refúgio para a vida problemática da garota em muitos momentos. Entretanto, em certo ponto Sophie conhece um novo garoto do colégio, e os desafios para se tornar rainha do Reino começam a ficar ainda mais complicados.
A narrativa é focada na personagem principal, que transita entre os dois mundo com certa frequência, entretanto, essa transição deixa a história muito vaga. O Reino é jogado aos leitores sem grandes explicações, e em muitos momentos fiquei com muitas dúvidas que não tiveram respostas no final do livro.
Uma coisa também que pareceu ser uma "encheção de linguiça" foi os constantes momentos em que os capítulos apresentavam a personagem Sophie cantando, nesses momentos parecia que simplesmente a autora não tinha muito mais o que dizer. O mistério sobre a voz de Sophie também fica meio sem resolução no final, o que é de certa forma frustante, já que até mesmo seu relacionamento com Léo é baseada na música.
Mas algo que realmente chamou minha atenção foi como o romance entre Léo e Sophie é puro e baseado muito mais do que uma simples paixão adolescente. A forma como o garoto percebe os problemas da menina e tenta ajudá-la de qualquer forma é apaixonante e nos faz suspirar muito!
Acredito que o enredo mágico e misterioso tem muito potencial, entretanto, com as idas e vindas de Sophie pelos dois mundos, ambas as histórias parecem meio "incompletas" e o final foi um tanto frustrante e até previsível.
O temático de bullying e outros problemas que muitos adolescentes sofrem é até bem trabalhado, mas poderia ser melhor trabalhado, pois me pareceu meio incoerente em certos momentos.
O Reino das Vozes que Não se Calam possui uma continuação, e espero que nesse segundo livro, as pontas soltas que o livro deixou sejam concertadas, pois acredito que o livro possui um enredo que, sendo bem trabalhado, pode se tornar fantástico.
Para finalizar a resenha, o livro receberá 3 estrelinhas!
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quarta-feira, 9 de dezembro de 2015
Resenha #33: Não Pare! (FML Pepper)
Para começar a viver é preciso se entregar à Morte
Ficha Técnica:
Autora: FML Pepper
Editora: Valentina
Páginas: 280
Ano: 2015
Sinopse: Nina está cansada de sua vida cigana, mudando de cidade para cidade com sua mãe, aparentemente sem motivo algum.
Sua vida misteriosa começa a revelar-se a partir do momento em que Nina entra para uma nova escola em Nova York, com a promessa de nunca mais se mudar, e as novas pessoas que conhece parecem saber mais sobre a garota com olho de gato do que ela mesma.
Em busca de respostar, Nina descobrirá que seus desmaios e acidentes constante possuem explicações sobrenaturais, mas enquanto isso, a garota deve sempre fugir, pois a Morte está a sua busca.
Não Pare! foi apresentada a mim através da parceria com a autora FML Pepper, mas apenas agora (na Black Friday) tive a oportunidade de comprar o livro. E confesso que caso soubesse que a história era tão arrebatadora, teria comprado antes.
A temática do livro é sobrenatural e cheia de mistérios, mas a autora já começa renovando, criando um enredo que eu nunca tinha encontrado em outro livro. O constante suspense e a forma como somos apresentados ao mundo em a morte é muito mais do que imaginados, deixa a leitura envolvente e dinâmica, e quando percebemos, o livro já acabou!
A personagem Nina possui uma vida fora do comum, e com a narrativa em primeira pessoa, fica fácil entender os sentimentos e a confusão da personagem quando é exposta sobre a verdade em relação aos olhos diferentes, ao pai e principalmente ao garoto que parece mexer com ela: Richard.
E essa resenha com toda certeza não ficaria completa se não falássemos de Richard, o garoto mortal; E não, isso não é só uma metáfora. Jogando-nos para dentro do mundo da fantasia, descobrimos que o perfeito bad boy na verdade faz parte de uns dos clãs de uma dimensão paralela e ele é nada mais, nada menos do que a Morte. (esqueçam aquela ideia da caveira com uma foice)
Tanto Nina quanto Richard vivem um romance de tirar o fôlego, ao mesmo tempo em que fogem de milhares de pessoas que parecem querer matar a garota, entretanto, o que muda completamente a história o nos deixa ainda mais ansiosos para devorar o livro, é o fato de Richard (e nenhum outro ceifador) conseguir sentir amor.
Mas uma lenda milenar sobre uma garota híbrida vai colocar o mundo que Richard acreditava de ponta cabeça! E isso é o que deixa a leitura bem consistente: o fato de a leitora nos colocar dentro do mundo dos Zyrkianos com muitas explicações, sem deixar nada com pontas soltas.
Para quem buscar ação e muita aventura, Não Pare! é o livro! Durante toda a fuga de Nina, a garota tem que lutar contra pessoas que querem sua morte, e muitas cenas de ação completam o enredo viciante.
Uma coisa que gostei muito do livro foi o fato da personagem estar sempre em lugares novos. O enredo não se passa em uma única cidade, mas por várias partes do mundo, e é como se fizéssemos um viagem junto com Nina: Itália, Amsterdã, Nova York e muitos outros lugares!
Infelizmente, achei que faltou um pouco mais de romance envolvendo Richard e Nina, mas espero que na continuação, possamos ter muitas cenas do casal. Algumas vezes a personagem Nina parecia um pouco teimosa, e a cada passo que o enredo dado para frente, a personagem progredia três para trás, e perdi as contas de quantas vezes li a mesma explicação sobre certo assunto.
Mas o bom é que nada disso interferiu muito na história, que continua sendo viciante e apaixonante! Não vejo a hora de ler a continuação de Não Pare! que é uma trilogia, cujas continuações são: Não Olhe! e Não Fuja!
Para finalizar essa resenha, o livro Não Pare! receberá 4 estrelinhas!
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